PCSX2 2.8 chega com grande salto de desempenho e DirectX 12 por padrão

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Imagem: PCSX2.

O PCSX2 2.8 começou a ganhar destaque após uma atualização que mexe justamente no ponto que mais importa para quem emula PlayStation 2 no PC: desempenho. A nova versão reduz drasticamente a quantidade de chamadas de desenho em vários jogos, atualiza requisitos de hardware e passa a privilegiar o Direct3D 12 em placas NVIDIA e AMD.

Em resumo

  • PCSX2 2.8 traz uma nova técnica de buffering que reduz milhares de draw calls em jogos de PS2.
  • Direct3D 12 passa a ser a opção padrão para GPUs NVIDIA e AMD no Windows.
  • Jogos como Need for Speed Underground 2, Primal e Stuntman estão entre os beneficiados.
  • Os requisitos recomendados foram reorganizados em três níveis de carga.
  • A atualização também melhora interface, atalhos, capas e suporte a recursos do emulador.

A versão 2.8 foi detalhada pelo próprio projeto PCSX2 e voltou ao radar neste fim de semana depois de testes e cobertura sobre o impacto da atualização. O emulador, que há anos é a principal referência para jogos de PlayStation 2 no computador, está tentando reduzir gargalos que não dependem apenas da força bruta da CPU ou GPU.

PCSX2 2.8 reduz milhares de draw calls

A principal mudança técnica é o chamado draw buffering. Em termos simples, o emulador consegue agrupar melhor determinadas operações gráficas antes de enviá-las para a GPU. Menos chamadas individuais significam menos trabalho de comunicação entre CPU, driver e placa de vídeo.

Os números publicados pelo PCSX2 mostram diferenças grandes. No menu de Brothers in Arms, por exemplo, a contagem caiu de 10.105 para 833 chamadas. Em Primal, passou de 8.083 para 1.111. Need for Speed Underground 2 caiu de 5.624 para 2.828, enquanto Stuntman foi de 4.572 para 1.904.

Jogo Antes Depois
Brothers in Arms (menu) 10.105 833
Primal 8.083 1.111
Need for Speed Underground 2 5.624 2.828
Stuntman 4.572 1.904
Need for Speed Most Wanted 4.189 1.764

Isso não quer dizer que todos esses jogos automaticamente dobrem de FPS. Em emulação, o gargalo pode estar em diferentes partes do sistema, inclusive na tradução do comportamento original do console. Mas reduzir trabalho redundante abre espaço para melhor desempenho e, principalmente, menos quedas em cenas que pressionavam o renderizador.

DirectX 12 vira padrão para NVIDIA e AMD

Outra mudança destacada pela cobertura recente é a adoção do Direct3D 12 como renderizador padrão no Windows para placas NVIDIA e AMD. O antigo Direct3D 11 continua disponível, mas passa a ocupar um papel mais de compatibilidade legada.

Na prática, isso aproxima o PCSX2 de APIs gráficas modernas e permite aproveitar melhor otimizações dos drivers atuais. Vulkan continua sendo uma alternativa importante, especialmente em Linux e em máquinas onde seu comportamento é mais favorável.

Para o usuário comum, a recomendação continua simples: começar pelo padrão definido pelo próprio emulador e só trocar o backend quando houver um problema específico em determinado jogo.

Quais são os novos requisitos do PCSX2?

O projeto também reorganizou sua referência de hardware em três faixas. O nível mínimo sugerido cita processadores como Core i5-4570K ou Ryzen 5 1500X e placas como GTX 750 Ti, Radeon RX 460 ou Intel Arc A380. É um patamar bastante acessível para uma biblioteca originalmente lançada entre 2000 e 2013.

Para uma experiência moderada, a referência sobe para Core i7-8700K ou Ryzen 5 3600, com GTX 1650, RX 5600 XT ou Arc A580. Já o nível classificado como pesado usa Core i5-12400 ou Ryzen 5 5600, acompanhado de RTX 4060, RX 6600 XT ou Arc B580.

Essas faixas não significam que todo jogo exija esse hardware. Elas ajudam a explicar uma particularidade da emulação: alguns títulos de PS2 são muito mais difíceis de reproduzir corretamente que outros, mesmo quando visualmente parecem simples.

Atualização vai além do desempenho

PCSX2 2.8 também reúne mudanças menores que deixam o programa mais confortável no uso diário. O pacote do Windows agora inclui FFmpeg, há melhorias em capas e criação de atalhos, ajustes na barra de status, novos elementos visuais para conquistas e suporte ao EyeToy no macOS.

Para quem mantém uma biblioteca grande, essas mudanças de interface podem parecer menos importantes que o ganho de desempenho, mas ajudam a transformar o emulador em algo mais próximo de uma plataforma organizada do que de uma ferramenta que exige configuração constante.

O que isso significa para quem joga clássicos de PS2

A atualização reforça uma tendência interessante da preservação de jogos: hardware moderno não serve apenas para aumentar resolução e FPS. Melhorias no próprio emulador conseguem tornar títulos antigos mais estáveis até em máquinas que já existiam há anos.

Também é um lembrete de que o PCSX2 não fornece jogos nem substitui a necessidade de obter legalmente os dados do console e dos títulos que você possui. A documentação oficial do projeto continua sendo o melhor ponto de partida para configuração e compatibilidade.

Se a ideia de rodar clássicos com melhorias modernas interessa, vale também acompanhar o port nativo de Donkey Kong 64 para PC, que usa outra abordagem: recompilar o jogo em vez de emular o console.

Fontes consultadas

O zGamer não executou uma bateria própria de benchmarks desta versão. Os números de draw calls acima são os publicados pelo projeto PCSX2.

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Julio, o Branco, acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
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