Dono de ASUS Zephyrus M16 relata corrosão por metal líquido e perda de desempenho

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Imagem: ASUS ROG.

Um proprietário de um ASUS ROG Zephyrus M16 de 2022 relatou uma falha severa de refrigeração associada à aplicação de metal líquido do notebook. Segundo o usuário, a máquina passou a sofrer superaquecimento, quedas de desempenho e reinicializações até que uma inspeção revelou corrosão na região de contato do processador. Depois da limpeza e substituição por pasta térmica convencional, ele afirma que o computador voltou a funcionar sem travamentos e recuperou boa parte do desempenho em jogos.

Em resumo

  • O caso envolve um ROG Zephyrus M16 2022 com Core i9-12900H.
  • O dono relata superaquecimento, thermal throttling e reinicializações.
  • Ao abrir o notebook, encontrou metal líquido fora da área ideal e sinais de corrosão no conjunto térmico.
  • Após substituir o material por pasta térmica GD900, afirma ter eliminado os crashes e aumentado o FPS.
  • É um relato individual: não há evidência de que todos os Zephyrus M16 sofram do mesmo problema.

O caso ganhou repercussão internacional neste domingo depois de aparecer originalmente na comunidade dedicada ao Zephyrus M16 no Reddit. A unidade foi comprada em fevereiro de 2023 e, segundo o proprietário, começou a apresentar sintomas cada vez mais graves com o passar do tempo.

O que aconteceu com o Zephyrus M16

O notebook em questão utiliza um Intel Core i9-12900H. A linha ROG Zephyrus M16 2022 foi vendida em diferentes configurações de GPU, incluindo GeForce RTX 3050 Ti, RTX 3060, RTX 3070 Ti e RTX 3080 Ti. A própria ASUS anunciava o uso de metal líquido como parte do sistema ROG Intelligent Cooling.

O dono conta que a máquina passou a esquentar demais, reduzir frequências por proteção térmica e eventualmente reiniciar durante cargas pesadas. Ao desmontar o sistema de refrigeração para fazer manutenção, encontrou o metal líquido espalhado além do ponto central de contato e uma região do dissipador com aparência corroída.

As imagens publicadas pelo usuário mostram marcas evidentes no conjunto térmico. Segundo a cobertura do Tom’s Hardware, o material teria chegado perto de uma área onde um vazamento poderia causar danos ainda maiores.

Por que notebooks gamers usam metal líquido?

Metal líquido é usado como material de interface térmica entre o chip e o dissipador. Diferente de uma pasta térmica tradicional, ele costuma ter condutividade térmica muito maior, o que ajuda a retirar calor rapidamente de processadores que trabalham perto de seus limites de potência.

Isso é atraente em notebooks gamers finos. Um Core i9 dentro de um chassi como o Zephyrus M16 produz muito calor em uma área pequena, e alguns graus de diferença podem decidir se o processador mantém o boost ou reduz frequência.

O problema é que metal líquido também exige cuidados extras. Ele é eletricamente condutivo e pode reagir com determinados metais. Por isso, fabricantes usam barreiras, materiais compatíveis e métodos específicos de aplicação para impedir que o composto se mova para componentes ao redor.

Vídeo oficial da ROG explicando sua tecnologia e processo de aplicação de metal líquido. O vídeo é contextual e não documenta o notebook específico citado nesta matéria.

Troca por pasta térmica teria recuperado o FPS

O proprietário removeu o metal líquido, limpou a região afetada e aplicou pasta térmica GD900. Depois da intervenção, ele relata que o notebook parou de reiniciar e passou a operar em temperaturas mais controladas.

Nos jogos, a diferença descrita foi ainda maior: dependendo da situação, o desempenho teria aumentado entre duas e três vezes em comparação ao estado degradado anterior. Isso não significa que pasta térmica comum seja tecnicamente superior ao metal líquido. A comparação é entre uma aplicação que aparentemente já não estava funcionando corretamente e uma nova interface térmica em boas condições.

Se um processador está entrando constantemente em thermal throttling, o ganho depois de restaurar o contato térmico pode ser enorme porque a CPU e a GPU voltam a sustentar frequências mais altas.

O caso indica um defeito geral do ASUS Zephyrus M16?

Não há base para afirmar isso. Até aqui, o que existe é um relato individual acompanhado de fotografias e medições do próprio usuário. Uma unidade com problema não permite concluir que a linha inteira tenha falha de projeto ou aplicação.

Essa distinção é importante porque notebooks ROG usam metal líquido há várias gerações e milhões de máquinas não podem ser avaliadas a partir de uma única desmontagem. Por outro lado, o episódio é útil para mostrar como problemas de interface térmica podem se manifestar: temperaturas anormais, perda progressiva de desempenho, ventoinhas constantemente altas e desligamentos ou reinicializações sob carga.

Vale abrir o notebook para verificar?

Não apenas por causa desse relato. Abrir um sistema com metal líquido sem experiência pode piorar a situação, espalhar material eletricamente condutivo sobre a placa e ainda afetar a garantia dependendo das condições do fabricante e do país.

Se um notebook gamer apresenta temperaturas e quedas de desempenho fora do padrão, o caminho mais seguro é registrar medições, verificar entradas e saídas de ar e procurar assistência técnica qualificada. O caso do M16 é interessante justamente porque mostra o diagnóstico depois de um problema real — não uma recomendação para desmontar máquinas que estão funcionando normalmente.

O episódio também conversa com outro ponto atual do hardware gamer: componentes de alto desempenho estão operando cada vez mais perto de limites térmicos e elétricos. No desktop, isso aparece em discussões como a do experimento com uma RTX 5090 alimentada sem o conector de 16 pinos.

Fontes consultadas

O zGamer não examinou o notebook citado. Tratamos o episódio como um relato individual documentado pelo proprietário, e não como evidência de um defeito generalizado da linha.

Veja mais notícias sobre notebooks e hardware gamer na seção de Tecnologia.

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Julio, o Branco, acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
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