Never Alone: conheça o game de plataforma indie inspirado na cultura Iñupiat

Julio Nascimento
Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço....
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Never Alone (Kisima Ingitchuna) é um jogo de plataforma e quebra-cabeça lançado em 2014 pela E-Line Media em parceria com a comunidade Iñupiat do Alasca. Quase 40 membros da comunidade participaram do desenvolvimento, o que torna o jogo um dos exemplos mais citados de colaboração direta entre um estúdio e um povo indígena na indústria de games.

Never Alone: a história por trás do jogo

O enredo adapta uma história tradicional transmitida entre gerações pelo povo Iñupiat, sobre uma nevasca interminável que ameaça a sobrevivência de uma vila. A protagonista, Nuna, uma garota, parte em busca da origem da tempestade acompanhada de uma raposa-do-ártico, e as duas precisam cooperar para atravessar cenários gelados cheios de obstáculos.

A sinopse original do jogo descreve a trama como a jornada épica de Nuna (epic journey of Nuna): uma nevasca eterna (an eternal blizzard) ameaça a sobrevivência (threatens the survival) de toda a vila, e é por isso que a garota parte em busca da origem da tempestade (search for the source) ao lado da raposa-do-ártico. Pela mecânica de alternância entre as duas personagens, catálogos internacionais classificam Never Alone como um puzzle platformer (quebra-cabeça e plataforma), e o jogo segue sendo citado como um dos exemplos mais bem-sucedidos de representação de um povo Alaska Native (indígena do Alasca) dentro da indústria de games.

Como se joga

Nuna e a raposa têm habilidades diferentes: Nuna escala superfícies e usa uma bola (arma tradicional Iñupiat) para resolver quebra-cabeças, enquanto a raposa se movimenta por espaços apertados e sobe em paredes que Nuna não alcança. É possível jogar sozinho, trocando de personagem quando necessário, ou em cooperativo local com um segundo jogador controlando a raposa.

Prêmios e reconhecimento

Never Alone levou o prêmio de Melhor Estreia no BAFTA Games Awards de 2015 e o de Jogo do Ano no Games for Change Awards do mesmo ano, além de indicações no D.I.C.E. Awards e no Game Developers Choice Awards. O reconhecimento não parou por aí: em 2021 o jogo recebeu um Peabody Award na categoria de narrativa interativa, e em 2022 passou a integrar o acervo permanente do MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, ao lado de outros títulos escolhidos por seu valor cultural.

Foxtales e a versão para Switch

Uma expansão, Never Alone: Foxtales, chegou em julho de 2015 para PC, PlayStation 4 e Xbox One, adicionando novas fases e ampliando a narrativa original. Quando o jogo chegou ao Nintendo Switch em fevereiro de 2022, a Foxtales já vinha inclusa de graça junto com o jogo base, reunidos sob o nome Never Alone: Arctic Collection.

Mais do que um jogo

Um dos diferenciais de Never Alone é o conjunto de mais de 30 minutos de vídeos, desbloqueados durante a campanha, com anciãos e contadores de histórias Iñupiat falando sobre a cultura, os valores e o Ártico, um material que ajuda a explicar por que o jogo segue sendo referência em como preservar e apresentar uma cultura indígena sem transformar isso em pano de fundo genérico.

Se você curte descobrir projetos indie menos conhecidos, veja também as histórias de Laser Fury e Abyss Odyssey.

Fonte: Wikipedia.

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Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
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