Onimusha: Way of the Sword chega como o retorno que a série precisava: menos preocupado em copiar a moda dos soulslikes e mais comprometido em fazer cada duelo de katana parecer perigoso, físico e memorável. A boa notícia é que o combate sustenta essa promessa. A ressalva é que algumas escolhas de estrutura ainda carregam o peso de uma franquia que passou duas décadas fora de cena.
- Onde a crítica concorda e onde ela diverge
- Onimusha: Way of the Sword vale a pena?
- O que é Onimusha: Way of the Sword?
- Antes de comprar: o que você precisa saber
- O combate é o grande motivo para jogar
- Não é um soulslike e isso é uma qualidade
- Kyoto e o horror dão personalidade ao retorno
- Onde o jogo pode dividir opiniões
- Onimusha, Sekiro ou Ninja Gaiden: qual é mais próximo?
- O que pode frustrar
- Veredito
- Para quem é?
- Perguntas frequentes
- Onimusha: Way of the Sword é soulslike?
- Quando lança Onimusha: Way of the Sword?
- Em quais plataformas Onimusha: Way of the Sword estará disponível?
- É preciso jogar os games antigos de Onimusha?
- Leia também
- Fontes consultadas
8,6/10
Nota zGamer
Baseada no consenso da crítica especializada: 86/100 no OpenCritic, com 92% de recomendação. A nota zGamer consolida avaliações da imprensa especializada e será atualizada conforme novas críticas forem publicadas.
Onde a crítica concorda e onde ela diverge
| Consenso forte | Ressalvas recorrentes |
|---|---|
| Combate de katana profundo, responsivo e muito recompensador. | Áreas semiabertas e tarefas paralelas menos inspiradas que os duelos. |
| Chefes, animações e direção de arte dão peso ao retorno da série. | Alguns confrontos e atividades podem parecer repetitivos no fim. |
| Musashi e o elenco foram bem recebidos; a história engaja mais do que a premissa sugere. | Câmera, iluminação e ritmo da exploração são pontos citados com mais frequência nas críticas negativas. |
O retrato que se forma é claro: Way of the Sword é mais consistente quando pede domínio da espada do que quando tenta ampliar a exploração. A GameSpot, em sua review em vídeo, deu 8/10 e elogiou a ação, mas apontou o mundo semiaberto como o principal desvio de foco; a Game Informer também chegou a 8/10, destacando a complexidade e a satisfação do combate.
Onimusha: Way of the Sword vale a pena?
Sim, especialmente para quem procura um jogo de ação em terceira pessoa centrado em duelos, defesa precisa e fantasia sombria japonesa. Way of the Sword não quer ser um mundo aberto infinito nem um soulslike punitivo: sua força está em transformar o confronto de espadas em uma sequência de leitura, resposta e recompensa.
O retorno da Capcom parece funcionar porque preserva a identidade de Onimusha, com samurais, demônios Genma e o poder do Oni Gauntlet, enquanto atualiza o impacto visual e a variedade das finalizações. O resultado, segundo as análises americanas já publicadas, é um jogo de ação robusto, com chefes marcantes e um sistema de combate mais profundo do que a aparência inicial sugere.
O que é Onimusha: Way of the Sword?
Desenvolvido e publicado pela Capcom, o game coloca uma versão ficcional de Miyamoto Musashi em uma Kyoto tomada pela Malícia e pelos Genma. Musashi usa uma katana e a Oni Gauntlet, uma manopla sobrenatural capaz de absorver almas e liberar habilidades especiais.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Gênero | Ação em terceira pessoa e fantasia sombria |
| Estúdio | Capcom |
| Plataformas | PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC |
| Modo | Um jogador |
| Lançamento | 4 de setembro de 2026 |
Antes de comprar: o que você precisa saber
- Lançamento: 4 de setembro de 2026.
- Demo: já disponível em PS5, Xbox Series X|S e PC (Steam e Epic Games Store). Ela apresenta cerca de 30 minutos do início da campanha, o templo Kiyomizu-dera e o duelo contra Sasaki Ganryu.
- Dificuldade: há modos História e Ação. O game não é um soulslike, mas as críticas apontam que os chefes e sistemas avançados exigem atenção.
- Sem Game Pass confirmado: até esta atualização, a Capcom não anunciou a entrada do jogo no catálogo.
Vale testar a demo antes de comprar? Sim. Ela é a forma mais segura de descobrir se o ritmo de parry, defesa e contra-ataque combina com você. A demo libera o amuleto Kubi Akari para o jogo completo.

O combate é o grande motivo para jogar
O sistema de luta não se resume a atacar e desviar. Há parry, esquiva reflexa, deflexão de projéteis, contra-ataques Issen e o Break Issen, finalização liberada depois de quebrar a resistência do inimigo. Cada camada conversa com a outra: um parry bem executado acelera a queda da stamina; a abertura criada permite escolher uma finalização; almas recuperadas alimentam cura, melhorias ou armas Oni.
Esse desenho dá espaço para estilos diferentes. Quem prefere controlar o ritmo pode observar, desviar e punir. Quem gosta de agressividade pode pressionar para esgotar a defesa adversária. Mas não é um jogo de apertar botões sem pensar: inimigos maiores e chefes exigem leitura de golpes, principalmente quando a janela para o Issen entra em cena.
A Game Informer, que jogou trechos extensos do jogo, destacou a combinação entre parry, Reflex Dodge, Blade Barrage, armas Oni e escolhas de alvo nas finalizações. É justamente essa variedade que diferencia o novo Onimusha de uma simples homenagem à era do PS2.
Não é um soulslike e isso é uma qualidade
É inevitável lembrar de Sekiro quando uma espada, a postura do inimigo e o parry têm tanto peso. Ainda assim, a comparação para aí. A própria Capcom posiciona Way of the Sword como um jogo de ação com ritmo e identidade próprios, não como uma cópia da fórmula da FromSoftware. Para quem busca um soulslike de fato, o zGamer explica as mecânicas de Lords of the Fallen.
A diferença aparece no tom: o jogo busca o exagero elegante dos filmes de samurai, misturado ao horror de demônios e ao impacto quase teatral das execuções. O bloqueio mais acessível e as ferramentas ofensivas tornam a entrada menos árida, enquanto os duelos avançados preservam espaço para domínio técnico.
Kyoto e o horror dão personalidade ao retorno
O cenário não é apenas pano de fundo. Kyoto aparece deformada pela Malícia, com templos, becos e áreas subterrâneas contaminadas pelo sobrenatural. Esse contraste entre arquitetura histórica e criaturas grotescas ajuda a recuperar a estranheza que sempre separou Onimusha de outros jogos de samurai.
Um dos trechos apresentados à imprensa é o laboratório subterrâneo de Dokyo, inspirado em casas assombradas japonesas. Ali, a direção de arte troca a aventura heroica por sombras, mutações e experimentos macabros. O uso de desmembramento dinâmico também reforça o peso da lâmina, mas o ponto forte não é a violência por si só: é a sensação de que uma leitura correta do duelo teve consequência.
Onde o jogo pode dividir opiniões
As críticas americanas são muito positivas sobre a ação, mas apontam riscos que merecem atenção. O primeiro é a estrutura: a proposta é mais guiada do que um RPG de mundo aberto, e quem espera exploração ampla pode sentir o progresso menos livre. O segundo é a curva de entrada. Há muitas mecânicas apresentadas cedo, então o início pode parecer carregado antes que o combate passe a fluir naturalmente.
Também vale moderar a expectativa sobre dificuldade. A demonstração inicial foi considerada mais fácil por parte do público; a Capcom afirmou que o desafio cresce nas áreas e chefes posteriores. Para quem busca a pressão constante de um soulslike, pode haver uma adaptação de expectativa. Para quem quer ação precisa sem uma punição excessiva, isso pode ser exatamente o ponto de equilíbrio.
Onimusha, Sekiro ou Ninja Gaiden: qual é mais próximo?
| Se você procura… | O melhor encaixe |
|---|---|
| Parry rigoroso, duelo tenso e punição alta | Sekiro |
| Velocidade extrema, combos e pressão constante | Ninja Gaiden |
| Katana com parry, fantasia demoníaca, chefes cinematográficos e estrutura mais guiada | Onimusha: Way of the Sword |
O novo Onimusha fica entre esses extremos: exige técnica, mas oferece mais ferramentas defensivas e um ritmo mais cinematográfico que Sekiro; é brutal, mas não busca a avalanche de combos de Ninja Gaiden.
O que pode frustrar
- Exploração semiaberta com tarefas e coletas que não têm o mesmo brilho dos combates.
- Ritmo inicial mais lento, com muitas mecânicas apresentadas antes de o jogo se soltar.
- Alguns relatos de câmera, iluminação e repetição de lutas ou atividades no fim.
Veredito
Veredito zGamer
Vale a pena? Sim, para quem quer ação de katana com duelos técnicos, chefes fortes e fantasia sombria japonesa.
O novo Onimusha devolve à série o que ela tinha de especial: impacto, estilo e confrontos que pedem atenção. A exploração e algumas tarefas paralelas não são tão marcantes quanto o combate, mas não tiram o brilho de um retorno muito bem direcionado.
O que funciona
- Combate técnico e gostoso de dominar
- Chefes e finalizações memoráveis
- Kyoto corrompida com muita personalidade
Fique atento
- Exploração semiaberta irregular
- Atividades secundárias repetitivas
- Alguns problemas de câmera e ritmo
Para quem é?
- Recomendado para: fãs de ação com parry, jogos de samurai, fantasia sombria e chefes com leitura de padrões.
- Talvez não seja para você: se procura mundo aberto, loot em excesso ou o nível de punição característico dos soulslikes.
- Precisa jogar os anteriores? Não. O novo jogo funciona como uma porta de entrada, embora fãs antigos reconheçam referências à série.
Perguntas frequentes
Onimusha: Way of the Sword é soulslike?
Não. Ele compartilha elementos como parry e leitura de ataques, mas é um jogo de ação de ritmo próprio, mais próximo da tradição de Onimusha do que da estrutura de um soulslike.
Quando lança Onimusha: Way of the Sword?
O lançamento está marcado para 4 de setembro de 2026.
Em quais plataformas Onimusha: Way of the Sword estará disponível?
PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
É preciso jogar os games antigos de Onimusha?
Não. A história foi pensada para receber novos jogadores, ainda que existam homenagens para quem acompanha a franquia.
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