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Onimusha Way of the Sword vale a pena? Minha review

Samurai em uma rua de Kyoto à noite com névoa vermelha e brilho azul sobrenatural na espada

Onimusha: Way of the Sword acerta onde mais importa: o duelo de katana é perigoso e dá vontade de aprender. Minha nota é 4,3 de 5 estrelas. Joguei no PS5 e levei cerca de 20 horas na campanha principal. O combate é o que carrega o jogo. A variedade de inimigos e boa parte das missões secundárias não chegam no mesmo nível.

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Trailer oficial de Onimusha: Way of the Sword
Trailer oficial de Onimusha: Way of the Sword.

Review Onimusha Way of the Sword em resumo

Critério Minha avaliação
Combate O ponto alto do jogo. Técnico e recompensador quando você acerta o tempo.
Chefes Lutas com leitura de golpes e ritmo forte.
História Simples e direta. Musashi e Shizuka seguram a campanha.
Exploração Quioto funciona bem como hub. As atividades paralelas são fracas.
Técnica RE Engine, animações e som dão peso aos golpes.
Nota zGamer 4,3/5

Vale a pena? Vale, principalmente se você curte ação em terceira pessoa, parry, chefes difíceis e fantasia sombria japonesa. Não espere um mundo aberto gigante nem um soulslike que pune cada erro. É uma aventura focada, com uma katana excelente, e as lutas melhoram bastante quando você para de atacar no automático.

A história de Musashi e Shizuka segura o jogo

Onimusha: Way of the Sword acompanha uma versão ficcional de Miyamoto Musashi no começo do período Edo. Ao chegar a Quioto, ele esbarra em Sasaki Ganryu e acaba no meio da ameaça dos Genma, demônios que transformam a cidade numa versão corrompida do Japão histórico.

Musashi morre diante das hordas demoníacas e volta preso, contra a vontade, à Manopla Oni. Lá dentro está Shizuka, uma mulher Oni que vira bem mais do que uma desculpa para os poderes especiais. A dupla é o melhor da trama: Musashi é confiante, sarcástico e até cômico, e Shizuka serve de contraponto para a honra e a teimosia dele.

Ono no Takamura e Okuni ampliam o elenco e a defesa de Quioto contra o miasma. A história não tenta ser um RPG cheio de reviravoltas. Ela funciona pela direção das cenas, pela dublagem e pelo ritmo das conversas. Recriar Musashi a partir da imagem de Toshiro Mifune combina com o tom de filme clássico de samurai que a Capcom persegue.

Miyamoto Musashi enfrenta Genma em Onimusha Way of the Sword
Musashi enfrenta os Genma em uma Quioto tomada pelo sobrenatural. Imagem: Capcom.

O combate é o motivo para jogar Onimusha Way of the Sword

É aqui que esta review se decide. A katana de Musashi não serve para apertar botão sem pensar. Todo inimigo tem vida e vigor. Atacar, defender e aparar com precisão esgota a postura do adversário e abre espaço para o Break, um Golpe de Quebra devastador. Ele premia quem lê o inimigo e ataca com controle.

O jogo dá bloqueio, parry e desvio, e cada um faz uma coisa diferente. O aparo no tempo certo desestabiliza o inimigo e deixa a espada incandescente. O Hard Parry pede ainda mais precisão. A esquiva perfeita carrega o medidor de reflexo e pode desacelerar o tempo por um instante, criando a abertura para virar uma luta que parecia perdida.

O símbolo da franquia continua sendo o Issen, um contra-ataque que só funciona no instante exato do golpe inimigo. A janela é curta e o Issen exige precisão cirúrgica. Errar não causa nenhum travamento técnico, mas no meu jogo me deixava totalmente vulnerável ao golpe do inimigo. Acertar, em compensação, tem um impacto que poucos jogos de ação conseguem passar, ainda mais quando você encadeia vários Issen contra grupos. Para montar uma build em torno dessa técnica ou do Deflect, veja os melhores amuletos Onimusha.

O jogo também usa bem o cenário. Há choques de lâminas, sequências de força e chances de arremessar jarros, tábuas e carrinhos nos inimigos. O arco espiritual ajuda à distância. E o desmembramento dinâmico da RE Engine não é enfeite: o ângulo do corte muda a reação do inimigo e dá peso a cada finalização.

Yoshitsune foi o maior desafio da minha campanha

Aviso de spoiler: este trecho revela a identidade do Homem de Branco. Se ainda não terminou o jogo, pule para o próximo título.

O Homem de Branco, a figura misteriosa que revive Musashi no início da história e o força a usar a Manopla Oni, é na verdade Minamoto no Yoshitsune, o lendário herói e estrategista militar. A reviravolta é chocante. E o duelo com ele foi o que mais me marcou e o maior desafio que enfrentei no PS5.

Não é soulslike e nem precisa ser

É natural comparar com Sekiro, já que os dois valorizam postura, cadência e aparos. Mas a comparação tem limite. Onimusha: Way of the Sword é mais cinematográfico e mais aberto a ferramentas ofensivas. Você não perde recursos de evolução ao morrer e não precisa tratar toda luta como um teste de sobrevivência.

O desafio de verdade está nos chefes. Os inimigos comuns ficam administráveis quando a base do combate entra na cabeça. Já as boss fights pedem leitura de padrão, coragem para ficar perto e timing, e é nelas que o sistema mostra a profundidade.

Se você procura Jogo mais próximo
Parry rigoroso e punição alta Sekiro
Combos velozes e pressão constante Ninja Gaiden
Katana, fantasia demoníaca, Issen e chefes cinematográficos Onimusha: Way of the Sword

Para entender essa diferença de filosofia, vale ver as mecânicas de Lords of the Fallen, que seguem uma estrutura mais próxima do soulslike tradicional.

Quioto funciona como um open bairro

O jogo não é mundo aberto. A melhor descrição é um hub semiaberto em Quioto, um “open bairro”. Conforme o miasma é purificado e a Manopla Oni ganha habilidades, áreas antes fechadas ficam acessíveis. Quebrar portões, correr por paredes e voltar a lugares conhecidos dá à cidade alguma sensação de evolução.

Fora do hub, a campanha segue por templos, florestas e cenários mais lineares. Isso evita que a história se perca, mas as atividades secundárias não têm a força dos duelos. Muitas se resumem a ir até um local, derrotar uma horda e voltar. Elas ocupam o mapa, mas raramente viram um momento memorável.

RE Engine, dublagem e direção de arte

A RE Engine segue sendo uma ótima escolha para a Capcom. Expressões faciais, animações de ataque e impacto dos golpes dão uma qualidade quase tátil ao combate. A direção de arte mistura templos, becos e arquitetura japonesa com miasma, monstros e horror corporal sem perder a cara de Onimusha.

A trilha orquestral usa instrumentos tradicionais, como flauta de bambu e shamisen, e acompanha o tom de fantasia histórica. A dublagem e as legendas em português do Brasil são um ponto muito positivo, principalmente porque a personalidade do jogo depende das conversas entre Musashi e Shizuka. Quem preferir pode manter o áudio em japonês.

O que Onimusha Way of the Sword faz bem

  • Combate: aparar, esquivar e usar o Issen não perde a graça.
  • Chefes: as melhores lutas transformam técnica em espetáculo.
  • Desmembramento e animações: cada corte tem peso e leitura visual.
  • Musashi: o protagonista segura a campanha mesmo quando a trama é simples.
  • Replay: New Game+ e a dificuldade Carnificina prolongam a vida útil para quem quer dominar o sistema.

O que segura a nota em 4,3

  • Repetição de inimigos: faltam adversários comuns variados e há poucos modelos de subchefes nas fendas.
  • Secundárias genéricas: o hub de Quioto merecia missões com mais personalidade.
  • Uma arma principal: as armas Oni dão opções especiais, mas a katana é o único moveset contínuo de Musashi.
  • Começo didático: as primeiras horas trazem muitos tutoriais e passam uma impressão mais travada do que o jogo realmente é.

Para quem é esta review de Onimusha Way of the Sword

Recomendo para fãs de ação com katana, jogos de samurai e fantasia demoníaca. Também é uma boa porta de entrada para quem nunca jogou Onimusha, porque a história funciona sozinha. E é uma escolha segura para quem gostou da ideia de Sekiro, mas quer algo menos punitivo e mais cinematográfico.

Pode não servir para quem espera dezenas de armas principais, loot constante ou um mundo aberto com secundárias profundas. Nesses pontos a Capcom foi mais contida. Mas quando o jogo coloca Musashi diante de um chefe e pede precisão, ele é excelente.

Veredito

Onimusha: Way of the Sword

Nota: 4,3 de 5 estrelas

Vale a pena? Vale. Onimusha: Way of the Sword devolve à franquia a sua força, com campanha focada, protagonista carismático e um combate que merece ser aprendido de verdade. A repetição de inimigos e de missões secundárias segura a nota, mas os chefes, o Issen e a katana de Musashi pesam mais.

Perguntas frequentes

Onimusha: Way of the Sword é soulslike?

Não. Ele compartilha postura e parry com alguns soulslikes, mas é um jogo de ação técnico com identidade própria. A progressão não pune a morte da mesma forma e o ritmo é mais cinematográfico.

Quanto tempo leva para zerar Onimusha Way of the Sword?

A campanha principal leva cerca de 15 a 20 horas. No meu PS5, foram aproximadamente 20 horas na história principal. Com exploração e opcionais, a duração pode chegar a aproximadamente 22 a 34 horas. Veja o guia completo de duração de Onimusha Way of the Sword.

O jogo é dublado em português?

Sim. Onimusha: Way of the Sword tem dublagem e legendas em português do Brasil, além de opções de áudio em japonês e inglês.

Como funcionam as armas Oni?

A katana é a arma principal de Musashi. As armas Oni funcionam como habilidades especiais alimentadas pelos orbes absorvidos pela Manopla Oni. Para escolher onde investir, confira as melhores armas Oni e upgrades.

Onimusha Way of the Sword tem New Game+?

Sim. Após a campanha, o jogo libera New Game+, dificuldade Carnificina, trajes, visuais para espadas e desafios de treinamento.

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