Civilization Beyond Earth: decida qual será o seu futuro

Julio Nascimento
Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço....
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Civilization: Beyond Earth é um jogo de estratégia por turnos lançado pela Firaxis Games em 2014, spin-off espacial da série Civilization. Em vez de guiar uma civilização histórica na Terra, o jogador lidera um grupo de colonos que parte rumo a um planeta alienígena após um evento catastrófico, e precisa decidir como a humanidade vai se adaptar a um mundo hostil e desconhecido.

Civilization Beyond Earth: as três afinidades

A decisão mais importante do jogo é escolher, ao longo das partidas, qual afinidade seguir: Harmonia, Pureza ou Supremacia. Cada uma representa uma visão diferente de futuro e desbloqueia unidades, edifícios e condições de vitória próprias.

Harmonia defende a adaptação biológica ao planeta alienígena, alterando o próprio DNA com traços da vida local até formar uma espécie de inteligência coletiva unindo todos os organismos do planeta. Pureza busca preservar a humanidade como ela é, terraformando o planeta para se parecer com a Terra e usando exoesqueletos mecânicos e veículos anfíbios em combate. Supremacia aposta em aprimoramento tecnológico e cibernético, com o objetivo final de ascender a uma consciência digital coletiva e retornar à Terra livre de corpos orgânicos.

Como a escolha muda a partida

Cada afinidade usa um recurso próprio (Xenomassa para Harmonia, Pedra Flutuante para Pureza e Firaxita para Supremacia) e favorece um estilo de jogo diferente: mobilidade e uso do terreno para Harmonia, cobertura orbital e eficiência de unidades para Supremacia, ou bônus contra ameaças alienígenas para Pureza.

Recepção e o motivo de não ter tido sequência

Beyond Earth teve recepção geralmente positiva, com 81 de 100 no Metacritic, e a crítica elogiou o sistema de afinidades e a árvore de tecnologia não linear. O problema mais citado nas análises foi a sensação de que o jogo ficava “parecido demais com Civilization V” em partes importantes, como diplomacia e comportamento da IA rival, o que limitou o entusiasmo em torno da proposta espacial. A Firaxis lançou uma expansão, Rising Tide, em outubro de 2015, mas não fez uma sequência direta: em 2016 a desenvolvedora voltou o foco para a Terra com o lançamento de Civilization VI, e Beyond Earth segue até hoje como um spin-off isolado dentro da franquia, sem um “Beyond Earth 2” no horizonte.

Um Civilization diferente

Ao trocar impérios históricos por facções fictícias e civilizações reais por caminhos filosóficos sobre o futuro da espécie humana, Beyond Earth ofereceu uma proposta de estratégia mais centrada em identidade e valores do que em replicar a história real, o que divide opiniões até hoje entre fãs da série que preferem o Civilization tradicional.

Outro título de estratégia da mesma época que também apostou em uma proposta fora do comum foi Company of Heroes 2: Ardennes Assault.

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Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
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