CONTROL Resonant Review: vale a pena jogar em 2026?

Julio Nascimento
Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço....
21 min de leitura
CONTROL Resonant Review
4.9 Excelente
Visão geral do review
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CONTROL Resonant é o jogo mais ambicioso que a Remedy já fez, e depois de 32 horas no PS5 posso dizer com convicção: a aposta valeu. Esta CONTROL Resonant review parte de uma experiência completa com o jogo, desde os primeiros minutos de Dylan Faden acordando no confinamento do FBC até os créditos finais e boa parte do conteúdo pós-campanha. O que a Remedy entregou é uma das obras mais impressionantes desta geração.

Arte de capa de CONTROL Resonant mostrando Dylan Faden em Manhattan distorcida
Arte oficial de CONTROL Resonant. Review baseada em 32 horas de jogo no PS5.

CONTROL Resonant review: ficha técnica e nota

ItemAvaliação zGamer
JogoCONTROL Resonant
Plataforma analisadaPlayStation 5
Desenvolvedora / PublicadoraRemedy Entertainment
GêneroRPG de ação
Horas jogadas32 horas
Nota4,9/5
Indicado paraFãs de RPG de ação, jogadores do primeiro Control e quem quer uma narrativa densa e corajosa
Vale comprar agora?Sim, sem hesitar

O que é CONTROL Resonant

CONTROL Resonant é a sequência direta de Control (2019), desenvolvida e publicada pela própria Remedy Entertainment após recomprar os direitos da franquia junto à 505 Games em fevereiro de 2024, por até €17 milhões. O jogo chegou em 24 de setembro de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC, com o protagonismo passando de Jesse Faden para seu irmão Dylan Faden, dublado por Sean Durrie.

Dylan sai de anos de confinamento nas mãos do FBC para enfrentar uma crise paranatural que tomou conta de Manhattan, enquanto busca a irmã desaparecida. A agente Zoe De Vera atua como sua parceira de campo ao longo da jornada. É uma inversão elegante da premissa original: onde Jesse entrou na Casa Antiga procurando Dylan, agora Dylan sai para o mundo procurando Jesse.

O contexto por trás do desenvolvimento também importa. A Remedy saiu de uma situação financeiramente delicada, com o spin-off FBC: Firebreak tendo desempenho abaixo do esperado em 2025, e apostou tudo em CONTROL Resonant como primeira grande autopublicação. Essa pressão não aparece no produto final, mas dá dimensão ao risco que o estúdio aceitou ao mudar de gênero depois de sete anos desenvolvendo o jogo.

“Há uma simetria inversa interessante quando você olha para os dois jogos. No primeiro, Jesse chega à Casa Antiga procurando Dylan. Agora, Dylan sai para o mundo procurando Jesse.”

Mikael Kasurinen, diretor criativo de CONTROL Resonant, à Variety
CONTROL Resonant

CONTROL Resonant review do combate: a Aberrant e o sistema de metamorfismo

A primeira coisa que precisei aceitar é que este não é o Control de 2019. Esqueça a Service Weapon e o foco em telecinesia à distância. A Aberrant é uma arma paranatural metálica que altera sua forma física em tempo real durante os confrontos, sem troca manual: lâminas duplas nos ataques leves para sequências rápidas, a foice nos golpes de área para múltiplos inimigos, o martelo pesado para quebrar escudos e armaduras, e a furadeira para dano contínuo concentrado. A transição entre formas acontece de forma fluida e qualquer golpe pode ser cancelado com uma esquiva sem interromper o ritmo do combo.

No menu de personalização do Hub, você configura três elementos: a Forma Primária mapeada para os ataques leves, a Forma Secundária para os pesados, e o Finalizador de Combo que fecha cada sequência. Isso cria combinações que mudam completamente o estilo de jogo. Nas primeiras 10 horas joguei no automático e levei surras. A partir daí comecei a construir builds de verdade e o jogo abriu de outro jeito.

O combate exige leitura constante. Além da barra de vida, os inimigos têm uma barra de Abalo que precisa ser quebrada com golpes pesados para atordoá-los e abrir espaço para execuções. Realizar essas execuções ativa o estado de Dominância, que aumenta a eficiência ofensiva e faz inimigos derrotados soltarem mais esferas de cura.

O poder Ignite, que incendeia inimigos, é indispensável nas zonas infectadas pelo Mold. Não há bloqueio nem parry: a sobrevivência depende de atacar de forma contínua e de acertar a Esquiva Perfeita no momento certo, que abre uma janela de desaceleração e bônus de dano. A trilha industrial de Petri Alanco embala tudo isso com uma tensão que combina perfeitamente com o ritmo agressivo dos confrontos.

Cheguei a repetir encontros que já havia vencido só para testar uma build diferente. O sistema de progressão reforça esse loop, e destravar habilidades novas para ver como interagem com os combos da Aberrant virou um ciclo viciante ao longo das 32 horas desta CONTROL Resonant review.

Dylan Faden em combate com a arma metamórfica Aberrant em CONTROL Resonant
A Aberrant altera sua forma automaticamente durante os combos. Configurar as três formas no Hub muda completamente o estilo de jogo.

Árvore de talentos e habilidades paranormais em CONTROL Resonant

Um dos aspectos que esta CONTROL Resonant review precisa destacar é a profundidade da árvore de talentos, acessível a qualquer momento fora de combate ao manter o D-pad pressionado no Hub. A grande sacada é que o respec é livre: você pode redistribuir todos os pontos de habilidade quando quiser, sem custo, o que incentiva a experimentação em vez de punir escolhas erradas.

Os pontos se dividem em três eixos principais. O primeiro foca nas habilidades psicocinéticas, aumentando o dano e a eficiência dos poderes paranormais. O segundo aposta nas invocações, fortalecendo as criaturas aliadas que Dylan pode convocar para lutar ao seu lado. O terceiro é voltado para ataques furtivos e táticos, com bônus de emboscada e acertos críticos para quem prefere abrir confrontos pela flanqueadora.

Você pode equipar até seis habilidades especiais simultaneamente, acionadas pelos botões superiores e alimentadas pela barra de poder que cresce com cada acerto da Aberrant. As invocações de Mofo permitem criar pequenas criaturas para distrair inimigos ou disparar um Mold Cannon de área. O Escudo de Rochas cobre Dylan com uma camada protetora que absorve dano e permite atropelar hordas, acumulando Abalo para execuções em sequência.

O Ignite e a Heatwave são fundamentais nas zonas com veneno de Mofo, já que o fogo é a única forma de dissipar esse efeito de campo. As Anomalias e Cubos Gravitacionais funcionam como bombas de área lançadas telecineticamente, e ficam ainda mais eficazes combinadas com a manipulação de gravidade para posicionar inimigos em pontos desfavoráveis antes do arremesso.

As habilidades de movimentação completam o quadro. Pulo duplo, dash aéreo, planagem e o Power Fist são desbloqueadas ao concluir memórias e derrotar entidades ressonantes ao longo da campanha. O gancho gravitacional, que permite se projetar entre esferas paranormais no ar, foi o que mais mudou minha forma de navegar Manhattan nas horas finais do jogo.

Os inimigos de CONTROL Resonant: mais de 40 tipos em campo

Parte do que sustenta o combate de CONTROL Resonant durante 30 horas é a variedade de ameaças. O jogo reúne mais de 40 tipos de inimigos divididos em facções com comportamentos, resistências e mecânicas próprias, e entender as diferenças entre eles é essencial para montar a build certa.

O Ruído (Hiss) é a facção mais frequente pelas ruas e distritos de Manhattan. A variedade vai de entidades flutuantes que disparam projéteis à distância até soldados corrompidos e combatentes ágeis que encostam na cara de Dylan antes que você perceba.

Os inimigos de Mofo retornam do primeiro jogo e habitam principalmente as masmorras subterrâneas, como os túneis do metrô. A carcaça fúngica externa absorve a maior parte do dano direto. Para quebrar essa blindagem você precisa do Martelo da Aberrant ou dos poderes de fogo como Ignite e Heatwave. Ignorar isso e tentar bater de frente com as lâminas duplas é receita para demorar o dobro em cada confronto.

Os inimigos pesados atuam como geradores de onda. Enquanto estiverem vivos, continuam invocando lacaios menores indefinidamente na arena. A lição que aprendi cedo é ignorar os lacaios e focar todo o dano no pesado central: quando ele cai, todos os menores vinculados a ele são destruídos automaticamente.

As Anomalias Urbanas são o grande diferencial criativo da CONTROL Resonant em termos de design de inimigos. O jogo usa as distorções do Evento de Mundo Alterado para criar ameaças sem forma convencional, incluindo um ônibus partido ao meio, com corpos no interior, que sai atacando o jogador.

Os Chefes Ressonantes ficam nas masmorras e no encerramento de cada zona do mapa. São as maiores ameaças do jogo e os encontros mais memoráveis que tive nas 32 horas. O destaque é um monstro vulcânico de magma com cerca de 18 metros de altura, um confronto que mistura plataforma, manipulação de gravidade e leitura de padrões de ataque de forma que poucos jogos do gênero conseguem.

Manhattan distorcida: o mundo que a Remedy construiu

A ambientação é onde CONTROL Resonant mais me surpreendeu. A transformação de Nova York acontece quando a infestação do Ruído (Hiss) escapa das instalações do FBC para o mundo exterior e colide com uma segunda força sobrenatural chamada A Ressonância, deflagrando um Evento de Mundo Alterado de escala urbana. O confronto entre essas forças deforma a realidade, a física e a própria geografia de Manhattan de uma forma que nenhum outro jogo que joguei conseguiu reproduzir.

A arquitetura Art Déco característica de Nova York é completamente retorcida. A cidade se dobra sobre si mesma, fazendo com que arranha-céus e ruas inteiras apontem verticalmente para o céu, enquanto o chão firme pode ficar posicionado acima da cabeça do jogador. A Ressonância altera o espaço em padrões caleidoscópicos e fractais, reconfigurando edifícios, pontes e blocos urbanos em tempo real.

Em vários momentos me perdi de propósito só para observar o que estava acontecendo ao redor. O world-building recompensa quem vasculha cada canto, com arquivos, gravações e objetos alterados que expandem o lore sem entupir a tela de ícones. Os táxis interdimensionais e as câmeras Polaroid paranormais são exemplos de como a Remedy esconde surpresas para quem explora fora do caminho principal.

As sete zonas conectadas sem tela de carregamento têm personalidade própria. O Metrô tem um peso claustrofóbico completamente diferente da Fábrica, que por sua vez contrasta com as áreas abertas de Manhattan. Dylan pode alterar o vetor gravitacional para caminhar pelas paredes e tetos dos prédios, transformando os arranha-céus em imensos parques de obstáculos.

Nos túneis do metrô cheguei a alterar a gravidade no ar para usar o teto como piso e desviar de trens desgovernados que ignoram as leis da física. Pela ausência de um mapa tradicional cheio de marcadores, o jogo incentiva observar o cenário e descobrir fisicamente como chegar ao objetivo. O único senão é que o mapa pode desorientar nas zonas de transição, especialmente quando a gravidade muda no meio de uma perseguição.

Direção de arte de CONTROL Resonant com estruturas arquitetônicas distorcidas em Manhattan
A Ressonância reconfigura a geometria de Manhattan em tempo real, criando cenários que desafiam a lógica a cada esquina.

Dylan Faden: um protagonista que cresce com o jogo

Tinha um receio inicial com Dylan. No primeiro Control ele é coadjuvante, e a transição para protagonista poderia soar forçada. Não soou. A Remedy construiu uma versão de Dylan que carrega sete anos de confinamento no corpo e no comportamento: ele é abrupto, desconfiante, e leva tempo para se abrir com Zoe.

Esse arco funciona porque o jogo não apressa a transformação do personagem. Nas 32 horas desta CONTROL Resonant review, Dylan se tornou um dos protagonistas mais interessantes que já controlei. Há algo de genuíno na forma como ele reage ao mundo exterior depois de tanto tempo isolado, e o roteiro aproveita isso sem forçar uma redenção rápida demais.

A relação com Zoe De Vera é o coração emocional do jogo. Ela funciona como âncora narrativa e contrapeso ao lado mais fechado de Dylan. As conversas entre os dois evoluem de forma orgânica, e há cenas que ficaram comigo muito depois de terminar. A dublagem em português brasileiro eleva tudo isso: o elenco captura o tom melancólico e tenso da narrativa sem exagerar.

Chefes e pontos de atrito

Meu único ponto de ressalva depois de 32 horas é a variação de inimigos no trecho final. O jogo introduz tipos novos ao longo da campanha com consistência, mas nas últimas zonas a rotação ficou um pouco repetitiva. Alguns chefes também têm barras de vida que esticam mais do que deveriam nas dificuldades mais altas, transformando confrontos que poderiam ser cirúrgicos em testes de resistência.

As missões secundárias de mundo aberto são o ponto mais fraco do pacote. A maioria tem objetivos genéricos que contrastam com a genialidade da premissa principal. A Remedy já lançou o patch 1.3.3 ajustando a vida de inimigos e chefes, o que mostra que o estúdio acompanha o feedback da comunidade de perto.

Cenário de Manhattan distorcida pela crise paranatural em CONTROL Resonant
Manhattan parece diferente a cada zona visitada, com atmosferas que vão do claustrofóbico ao vertiginoso.

Desempenho, acessibilidade e o Modo Assistido no PS5

Joguei no modo de desempenho e o jogo sustentou 60fps com estabilidade que me surpreendeu dada a densidade visual dos cenários. Não registrei engasgos relevantes em 32 horas, mesmo nas zonas com mais elementos simultâneos na tela. O DualSense tem uso caprichado: a resistência dos gatilhos muda conforme a forma ativa da Aberrant, e o feedback háptico responde de forma diferente ao impacto em inimigos cobertos pelo Mold.

Para quem tem PS5 Pro, o comparativo de modos que publicamos explica as diferenças com detalhe. Em linhas gerais, o modo de desempenho é a escolha certa para quem quer aproveitar o combate sem concessões de fluidez.

O Modo Assistido merece atenção especial. Em vez de presets fixos de dificuldade, a Remedy disponibiliza menus com barras ajustáveis para praticamente cada parâmetro do jogo: dano causado e recebido de forma independente, agressividade e velocidade dos projéteis dos inimigos, janela de tempo para a Esquiva Perfeita e taxa de acúmulo da barra de Abalo.

Isso significa que dá para facilitar só a parte que está travando sem mexer no restante, ou aumentar o desafio além do padrão para uma experiência no estilo Souls. Nas 32 horas desta CONTROL Resonant review mantive a dificuldade padrão, mas testei o modo mais exigente em alguns chefes e a diferença de tensão é real.

Confronto contra um chefe em CONTROL Resonant no PS5
Os confrontos contra chefes são memoráveis. O Modo Assistido permite ajustar cada parâmetro de dificuldade de forma independente.

Vale a pena comprar CONTROL Resonant?

Sim, sem hesitar. CONTROL Resonant é o tipo de jogo que a indústria precisa mais: corajoso na mudança de gênero, denso na narrativa, tecnicamente impressionante e com sistemas que recompensam quem investe tempo neles. As 32 horas que passei com o jogo foram das mais envolventes que tive no PS5.

A pequena queda na variedade de inimigos no trecho final e as missões secundárias mais fracas não apagam o que a Remedy construiu aqui. São ressalvas reais, mas de proporção pequena diante do que o jogo entrega na maior parte do tempo.

Se você jogou o primeiro Control e ficou curioso com Dylan, entre sem medo. Se está chegando agora na franquia, nosso guia explica se é necessário jogar o primeiro jogo antes. E para saber onde comprar e se está no Game Pass, veja o guia de plataformas e disponibilidade.

Perguntas frequentes sobre CONTROL Resonant

CONTROL Resonant é continuação direta de Control?

Sim. A história se passa após os eventos de Control (2019) e Dylan Faden é personagem do primeiro jogo. Conhecer a história original ajuda a entender Jesse, o Hiss e o FBC, mas não é obrigatório para aproveitar CONTROL Resonant.

Quanto tempo dura CONTROL Resonant?

A campanha principal pode ser completada em torno de 20 a 25 horas. Com exploração de mundo aberto, missões secundárias e conteúdo pós-campanha, esse número facilmente ultrapassa 30 horas, como foi no meu caso.

CONTROL Resonant está no Game Pass?

Não foi confirmado no catálogo do Game Pass no lançamento. Veja mais detalhes em nosso guia de plataformas e disponibilidade.

O jogo tem dublagem em português?

Sim, com áudio, legendas e interface totalmente localizados para o português do Brasil, disponível desde o lançamento. A qualidade da dublagem é um dos pontos altos do jogo.

Quais são os requisitos mínimos para jogar no PC?

Veja todos os detalhes no nosso guia de requisitos de PC de CONTROL Resonant.

O jogo tem suporte a ray tracing no PS5?

Sim. O PS5 oferece um modo de qualidade com ray tracing ativo e resolução mais alta, e um modo de desempenho focado nos 60fps. A Remedy detalhou as opções de cada plataforma no perfil oficial do jogo na Steam.

Dá para jogar CONTROL Resonant sem ter jogado FBC: Firebreak?

Sim, sem nenhum problema. FBC: Firebreak é um spin-off multijogador separado e não tem continuidade direta com CONTROL Resonant. A história parte dos eventos de Control (2019) e segue em frente de forma independente.

Review baseada em 32 horas de jogo na versão PlayStation 5 de CONTROL Resonant, jogada por Olavo. Informações de plataforma, preço e patches conferidas na página oficial do jogo na Steam e no portal de investidores da Remedy.

CONTROL Resonant Review
Visão geral do review
Excelente 4.9
Combate e progressão 5.0
Narrativa e personagens 4.9
Direção de arte e visual 5.0
Exploração e mundo aberto 4.8
Desempenho e acessibilidade PS5 4.8
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Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
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