Resident Evil: Chronicles e os jogos derivados que valem conhecer

Julio Nascimento
Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço....
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Além dos jogos numerados e dos remakes, Resident Evil tem uma linha inteira de spin-offs que reconta ou expande a história principal por ângulos diferentes. Resident Evil: Revelations é o mais conhecido e mais próximo da série principal, mas os dois Chronicles, os dois Outbreak e a sequência Revelations 2 também fazem parte dessa lista para quem quer conhecer a franquia além dos jogos numerados.

Corredor abandonado com clima de terror, remetendo aos jogos derivados de Resident Evil

Resident Evil: Revelations (2012) e Revelations 2 (2015)

Revelations nasceu no Nintendo 3DS em 2012 e depois ganhou versões para consoles e PC, com Jill Valentine e Parker Luciani investigando um navio abandonado. É tratado pela própria Capcom como parte da linha do tempo principal, o que o diferencia dos outros derivados desta lista. A sequência, Revelations 2, chegou em 2015 em formato episódico, com Claire Redfield e Moira Burton em uma dupla, e Barry Burton e sua filha Natalia em outra, cada uma vivendo a história por uma perspectiva diferente.

Umbrella Chronicles (2007) e Darkside Chronicles (2009)

Os dois Chronicles foram lançados para Wii como jogos de tiro sobre trilhos, recontando eventos dos jogos principais sob um novo formato de jogabilidade. Umbrella Chronicles cobre trechos de Resident Evil 0, do primeiro jogo e de Resident Evil 3, enquanto Darkside Chronicles reconta partes de Resident Evil 2 e do spin-off Code: Veronica. Para quem já jogou os títulos originais, os dois funcionam quase como uma versão “resumo animado” da história, com um estilo de jogo bem mais focado em ação direta que os jogos principais.

Outbreak e Outbreak File #2 (2003 e 2004)

Lançados para PlayStation 2, os dois Outbreak levaram Resident Evil para o formato cooperativo online, algo raro para a franquia até então. Cada um reúne um conjunto de cenários curtos, jogáveis sozinho ou em grupo, com personagens civis pegos no meio do surto do vírus em Raccoon City, longe dos protagonistas mais conhecidos da série.

Vale a pena jogar os derivados de Resident Evil?

Depende do motivo. Para quem quer só a história principal, Revelations é o único realmente necessário, por fazer parte da linha do tempo oficial. Os Chronicles funcionam bem como curiosidade para quem gosta da franquia e quer ver a história recontada de um jeito diferente, mas não trazem nada essencial para entender a trama principal. Já os Outbreak são mais um retrato de época, do início dos anos 2000, e hoje têm valor mais histórico do que prático, já que dependiam de servidores online que não existem mais na forma original.

Perguntas frequentes

Resident Evil Revelations é canônico?

Sim. Diferente da maioria dos derivados desta lista, Revelations e Revelations 2 são tratados pela Capcom como parte da linha do tempo oficial da franquia.

Preciso jogar os Chronicles para entender a história principal?

Não. Os dois Chronicles recontam eventos que já aparecem nos jogos numerados, então servem mais como uma releitura em formato de tiro sobre trilhos do que como conteúdo essencial.

Dá para jogar Outbreak hoje?

O modo online original dependia de servidores que já saíram do ar, mas o conteúdo para um jogador dos dois Outbreak ainda pode ser jogado em um PlayStation 2 ou via emulação.

Conclusão

A franquia Resident Evil vai muito além dos jogos numerados, e os derivados ajudam a preencher lacunas da história ou simplesmente oferecem um jeito diferente de jogar dentro do mesmo universo. Revelations é o único obrigatório para quem acompanha a trama principal; os demais valem como curiosidade para fãs que já esgotaram os jogos centrais da série, incluindo quem já seguiu o guia de ordem para jogar Resident Evil até o fim, ou já conhece os personagens e curiosidades que marcaram a franquia.

Fontes

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Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
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