Resident Evil Requiem review: vale a pena em 2026? Análise completa

Julio Nascimento
Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço....
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Imagem oficial de divulgação.

Resident Evil Requiem vale a pena para quem procura um survival horror de campanha, tenso e bem produzido. O nono jogo principal equilibra exploração, recursos limitados e sequências de ação sem abandonar a sensação de vulnerabilidade que tornou a série especial. A ressalva está na exigência técnica do PC e em alguns picos de ritmo perto do final.

Para fãs de Resident Evil, é uma das entradas mais completas da fase moderna. Para iniciantes, funciona como porta de entrada, embora quem conhece os eventos de Raccoon City aproveite melhor as referências. Nota zGamer: 8,7/10.

Resident Evil Requiem review: vale a pena em 2026? Análise completa — imagem oficial
Imagem oficial de divulgação da Capcom.
Trailer oficial.

Avaliação zGamer

Critério Nota
Terror e atmosfera 9,3
Design de fases e exploração 9,0
Combate e gerenciamento de recursos 8,5
História e personagens 8,6
Performance e acessibilidade 8,0
Média final 8,7

O que é Resident Evil Requiem?

Resident Evil Requiem é o nono título principal da franquia da Capcom. Lançado em 27 de fevereiro de 2026 para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC, ele acompanha Grace Ashcroft em uma investigação que reconecta a série ao legado de Raccoon City. A Capcom classifica o jogo como survival horror e o apresenta como uma experiência de escapar da morte sob pressão constante.

Contexto na franquia Resident Evil

O jogo conversa com a trilogia de Raccoon City e com a fase recente iniciada por Resident Evil 7. A melhor forma de entrar é saber, ao menos por alto, o que aconteceu em Resident Evil 2, Resident Evil 3, Resident Evil 7 e Village. Ainda assim, a história explica o necessário para quem chega agora.

Premissa e protagonistas

Grace Ashcroft conduz a investigação principal. A trama trabalha trauma, memória e consequências de incidentes anteriores da franquia sem depender apenas de nostalgia. É uma escolha eficiente: o jogo tem peso para veteranos, mas não transforma conhecimento de lore em pré-requisito.

Jogabilidade e mecânicas principais

Combate, exploração e recursos

Requiem entende que o melhor terror de Resident Evil nasce de escolhas pequenas: gastar munição agora ou guardar para a próxima sala, investigar uma rota opcional ou correr para o objetivo. Os confrontos são mais fortes quando preservam essa tensão. O jogo alterna áreas de exploração cuidadosa com momentos de ação mais direta, sem deixar o combate virar um jogo de tiro comum.

O design de fases é um dos melhores motivos para jogar. Pistas visuais, atalhos e espaços que voltam a ganhar sentido criam progresso sem exigir mapas excessivamente grandes. Quando o jogo acelera demais, perde um pouco da precisão que faz seus trechos de horror funcionarem tão bem.

Dificuldade e acessibilidade

As opções de dificuldade permitem priorizar sobrevivência ou uma experiência mais acessível. Ainda assim, jogadores que não gostam de terror intenso devem saber que a ambientação é realmente opressiva. O ideal é começar em uma dificuldade que preserve recursos sem transformar cada encontro em bloqueio.

Resident Evil Requiem review: vale a pena em 2026? Análise completa — imagem oficial
Imagem oficial de divulgação da Capcom.

Gráficos, performance e plataformas

Performance em PC

O PC exige uma máquina atual: a página da Steam lista Windows 11, 16 GB de RAM e, no mínimo, uma RTX 2060 Super 8 GB ou Radeon RX 6600. SSD é altamente recomendável para uma experiência mais estável. Em configurações intermediárias, ajustar ray tracing, sombras e escala de resolução é mais sensato do que sacrificar a fluidez por presets máximos.

PS5 e Xbox Series X|S

Nos consoles atuais, a experiência é mais simples de recomendar para quem quer instalar e jogar. O ponto principal é escolher entre o modo de qualidade, que privilegia a imagem, e o de desempenho, indicado para quem valoriza resposta de controle e fluidez em combate.

Switch 2

A existência da versão de Switch 2 é uma vitória de alcance para a franquia. Ela é mais indicada para quem prioriza portabilidade e aceita concessões visuais, não para quem busca a apresentação técnica mais forte do jogo.

História e narrativa, sem spoilers graves

Ritmo da campanha

A campanha é focada e valoriza tensão em vez de conteúdo inflado. O ritmo funciona melhor quando alterna investigação, quebra-cabeças ambientais e fuga. Há trechos que poderiam encurtar confrontos ou chefes, mas eles não apagam a consistência do conjunto.

Personagens e conexões com outros Resident Evil

Requiem usa sua conexão com a história da Umbrella e de Raccoon City para criar consequência, não apenas referências. É uma direção mais madura que jogar nomes conhecidos na tela: os eventos anteriores importam porque moldam os personagens e o mundo.

Resident Evil Requiem review: vale a pena em 2026? Análise completa — imagem oficial
Imagem oficial de divulgação da Capcom.

Prós e contras de Resident Evil Requiem

Prós

  • Atmosfera de terror excelente e uso inteligente de tensão.
  • Design de fases que recompensa exploração e atenção ao ambiente.
  • Equilíbrio sólido entre sobrevivência, narrativa e ação.
  • Boa porta de entrada para novos jogadores, sem abandonar os fãs antigos.

Contras

  • Exigência de hardware pode pesar no PC.
  • Alguns trechos de ação e chefes quebram um pouco o ritmo.
  • O terror intenso pode afastar quem procura uma experiência mais leve.

Para quem Resident Evil Requiem é recomendado?

  • Para fãs de Resident Evil e survival horror moderno.
  • Para quem quer uma campanha single-player polida, com começo, meio e fim.
  • Para jogadores que preferem explorar e administrar recursos a repetir missões infinitamente.

Veredito zGamer

Resident Evil Requiem entende que a franquia fica mais forte quando o medo e a ação servem à mesma experiência. Não é perfeito em todos os picos de ritmo, mas entrega uma campanha marcante, tecnicamente ambiciosa e segura do que quer ser. Vale comprar agora para fãs de terror; para PC de entrada, espere benchmarks e promoções.

FAQ: perguntas frequentes sobre Resident Evil Requiem

Resident Evil Requiem tem multiplayer?

Não. A proposta principal é uma campanha single-player de survival horror.

Quanto tempo dura a campanha?

Espere uma campanha de porte médio para a série, com tempo maior para quem explora, procura itens e revisita áreas.

Resident Evil Requiem roda bem em PC fraco?

Não é uma recomendação para PC fraco. Os requisitos mínimos oficiais já pedem RTX 2060 Super ou RX 6600, 16 GB de RAM e Windows 11.

Preciso jogar os outros Resident Evil para entender?

Não, mas jogar ou conhecer Resident Evil 2, 3, 7 e Village melhora a leitura das referências.

Resident Evil Requiem tem final alternativo?

O foco é uma narrativa principal fechada. Evite buscar detalhes antes de terminar, porque spoilers mudam bastante o impacto da campanha.

Fontes

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Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
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