Ocarina of Time é bom para começar em Zelda?

Julio Nascimento
Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço....
3 min de leitura
The Legend of Zelda: Ocarina of Time é uma das principais portas de entrada para a franquia.

Resposta rápida: sim. Ocarina of Time ensina, na prática, os elementos que a franquia Zelda repete até hoje: templos com itens que desbloqueiam novas formas de resolver puzzles, um mapa que se conecta conforme você progride, e chefes que exigem usar o item do próprio templo. É uma boa primeira experiência hoje, e tende a ficar ainda melhor com o remake de Switch 2, previsto para 5 de novembro de 2026, embora essa avaliação do remake ainda dependa de ele ser lançado como prometido.

Imagem oficial da Nintendo: still do trailer de Ocarina of Time Remake, exibido no Legend of Zelda 40th Anniversary Direct
Imagem: Nintendo. Still do trailer oficial exibido no Legend of Zelda 40th Anniversary Direct (8 de setembro de 2026).

O que o jogo ensina sobre a franquia

  • Estrutura de templo: cada templo introduz um item (arco, gancho, martelo) que resolve os puzzles daquele templo e reaparece em templos futuros. É a base da progressão em quase todo Zelda depois dele.
  • Chefe é o item do templo: o chefe de cada templo é derrotado usando o item que você acabou de ganhar, ensinando o jogador a testar ferramentas em vez de decorar padrões.
  • Mundo conectado, não aberto: diferente de Breath of the Wild, o mapa de Ocarina of Time é dividido em áreas conectadas por Hyrule Field, uma estrutura mais linear, que ajuda quem prefere ser guiado com clareza sobre o que fazer a seguir.

O que pode incomodar quem começa hoje

No jogo original de Nintendo 64, a câmera contextual (sem controle manual livre) e o salto automático nas bordas são os principais pontos de estranhamento para quem está acostumado com jogos modernos. O remake de Switch 2 promete resolver os dois diretamente, com câmera livre e um botão de pulo dedicado, mas ainda não foi lançado nem testado de forma independente.

Se você prefere mundo aberto

Se a ideia de um mapa mais linear e guiado não combina com você, Breath of the Wild é a alternativa: sem ordem obrigatória de progressão e com liberdade para explorar Hyrule do seu jeito desde o início.

Link observa Hyrule em The Legend of Zelda: Breath of the Wild Nintendo Switch 2 Edition
Breath of the Wild oferece uma entrada mais aberta e livre para a franquia Zelda.

Qual versão escolher, se for sua primeira vez

  • Pode esperar até novembro de 2026: o remake de Switch 2 tende a ser a experiência mais confortável para quem nunca jogou, com base no que foi divulgado até agora.
  • Quer jogar já: a versão de Nintendo 3DS já resolve boa parte dos atritos de controle do jogo original, e também está disponível via Nintendo Switch Online + Pacote Adicional (versão de N64).

Veja o panorama completo de por onde começar na franquia no hub de Zelda, ou o guia dedicado em Ocarina of Time.

Compartilhar este artigo
Julio acompanha games desde a época dos primeiros portáteis da Nintendo e nunca perdeu o costume de fechar cada geração com um Zelda debaixo do braço. É daqueles que perdem a conta de quantas platinas já tirou em Monster Hunter, e defende a série Souls como o padrão-ouro de dificuldade bem calibrada nos games atuais. No Zona Gamer, cobre lançamentos, mecânicas de jogo e as histórias por trás dos títulos que valem a pena conhecer.
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *